Especialistas garantem aquecimento do mercado imobiliário

Conclusão do impeachment promoverá o restabelecimento do cenário político e da confiança dos investidores
Após amargar longos meses de recessão, o mercado mobiliário, assim como demais setores econômicos do Brasil, voltará a crescer. É o que prevê especialistas do setor, que garantem o restabelecimento da confiança de investidores no país.

Para Guido Grando Junior, vice-presidente do Sindicato da Habitação – Secovi/ MT e gerente administrativo da Rosa Imóveis, as dificuldades do mercado são reflexos da crise político-econômica. Mas, que o crescimento será retomado com a conclusão do impeachment da presidente afastada Dilma Roussef (PT).

“O crescimento da economia vai voltar com força, principalmente em Mato Grosso, estado que detém a grande produção agropecuária. E a confiança dos investidores, que está em baixa, será retomada. Mas, para isso é preciso solucionar a crise política do país”, afirma Grando Junior, ao se referir ao impeachment.

Destaca também a necessidade da reforma tributária, que segundo ele, dificulta a vida do corretor de imóveis diante da alta carga tributária, dos custos cartoriais, de financiamentos, taxas de juros e muita burocracia à aprovação de projetos.

“O Sistema Creci/MT e Secovi/MT e demais sindicatos vêm atuando juntos, em nível nacional, para simplificar a política tributária. Dentre os avanços estão a lei do corretor associado, que deu segurança jurídica ao profissional, e a inclusão do corretor de imóveis e imobiliárias no Simples Nacional e MEI”, esclareceu.

Luiz Barcellos - CofeciLuiz Fernando Barcellos – vice-presidente de Avaliação Imobiliária do Conselho Federal de Corretores de Imóveis – Cofeci, destaca que o mercado ainda passará por muitas dificuldades até 2017, mas já dá sinais de melhoras. “Os índices já mostram uma reação do setor, pois temos uma reversão dessa curva. Desde maio percebemos o crescimento dos índices, mostrando que estamos revertendo à situação”, explica.

Barcellos lembra que as dificuldades começaram em 2008 com a crise internacional. E que no Brasil, segundo ele, os reflexos não foram imediatos graças ao Programa Minha Casa, Minha Vida, que mascarou a crise com incentivos e subsídios do Governo, resultando na absorção de mão de obra e outros fomentos.

“Mas, isso não se sustentou. Não havia planejamento bem executado. Tanto que terminou faltando dinheiro e, como consequência, muitas empresas do setor quebraram. Hoje, vivemos a crise que todos conhecem”, finalizou.

Por: ITIMARA FIGUEIREDO / Redação

30 Ago 2016

Informanews

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